Condições socioeconômicas e alimentares de gestantes quilombolas no Recôncavo Baiano e implicações para a prevenção de anemias carenciais
DOI:
https://doi.org/10.22479/texturav20n1p64_76Palabras clave:
gestantes, comunidades quilombolas, condições socioeconômicas, alimentação, anemiaResumen
As condições de vida e alimentação durante a gestação são relevantes para a prevenção de deficiências nutricionais. Este estudo objetivou descrever as condições socioeconômicas, as práticas alimentares e o acompanhamento nutricional de gestantes das comunidades quilombolas de Vila Guaxinim e Baixa Grande, no Recôncavo Baiano, discutindo suas implicações para a prevenção de anemias carenciais. Realizou-se estudo transversal, descritivo e quantitativo com 13 gestantes, mediante entrevistas semiestruturadas, após aprovação ética e consentimento. Os dados foram organizados no SPSS, versão 28, e analisados por frequências absolutas e relativas. A renda familiar era inferior a um salário mínimo em 61,5% das participantes, e 53,8% relataram moradia sem saneamento básico. O ensino médio completo foi a categoria de escolaridade mais frequente (46,2%). Embora 84,6% relatassem orientação nutricional, 46,2% seguiam plano alimentar. Náuseas, enjoos ou vômitos foram relatados por 84,6%, e seis participantes informaram perda de peso. Os achados indicam necessidades de acompanhamento nutricional e de melhoria das condições de vida. A descrição dessas condições não permite determinar a ocorrência de anemia nem demonstrar associação estatística com a doença.
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